Rádio Toc City
no ar

Menina desaparecida em Tocantinópolis: buscas no rio Tocantins entram no sétimo dia


As buscas pela menina Ágatha Sophia Almeida Xavier, de três anos, entram no sétimo dia na manhã deste sábado (21). A criança desapareceu na tarde do último sábado (14), em Tocantinópolis, no norte do Tocantins. Segundo informações, ela estava com a mãe na Praia da Rampa quando, em determinado momento, saiu de perto da responsável e desapareceu ao se aproximar do rio Tocantins.

Desde o início da ocorrência, as equipes realizaram uma varredura completa na área onde a menina foi vista pela última vez, ainda em Tocantinópolis. Sem localização até o momento, os trabalhos foram ampliados de forma progressiva ao longo do rio, acompanhando a dinâmica da correnteza e as oscilações no nível da água, que têm apresentado variações entre subida e redução ao longo dos dias.

Nos dias anteriores, as buscas avançaram rio abaixo, passando pela região de Campestre do Maranhão e seguindo até a altura do município de Maurilândia, alcançando cerca de 45 quilômetros a partir do ponto onde a menina desapareceu. Com a ampliação da área de atuação, as equipes já percorreram cerca de 91 quilômetros ao longo do rio Tocantins, chegando até a região de Itaguatins, sem qualquer sinal da criança até o momento.

Os trabalhos se concentraram nesse trecho mais distante dentro da área já mapeada, onde as equipes intensificaram as varreduras ao longo do dia, mas não houve localização. Após o encerramento das buscas no final do dia de sexta-feira (20), as equipes retornaram a Tocantinópolis para realizar uma nova varredura neste sábado (21), marcando o sétimo dia de operação.

Além das buscas com embarcações, as equipes também passaram a atuar em trechos onde o nível do rio baixou, deixando áreas com bancos de areia, ilhas e partes do leito expostas. Essa estratégia considera a possibilidade de que, com a variação da água, a vítima possa ter sido levada para pontos de retenção ou até alcançado áreas temporariamente descobertas.

A operação leva em conta fatores como a força da correnteza, galhadas, bancos de areia, margens e outros obstáculos naturais, o que exige um trabalho técnico, detalhado e contínuo. As buscas são realizadas durante o dia e interrompidas no período noturno por questões de segurança.

Nos primeiros momentos após o desaparecimento, moradores, familiares e barqueiros iniciaram as buscas de forma voluntária em Tocantinópolis. Com a chegada das equipes especializadas, a operação passou a ser conduzida pelos bombeiros, que seguem ampliando a área de atuação conforme a necessidade.

A família acompanha o trabalho das equipes e vive dias de angústia à espera de respostas.

Postagem Anterior Próxima Postagem