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Araguaína: padrasto e enteada encontrados mortos estavam sem roupas; perícia encontrou galão com vestígios de gasolina

A investigação sobre as mortes de uma jovem de 19 anos e de seu padrasto, encontrados carbonizados dentro de uma residência em Araguaína, no norte do Tocantins, analisa diversos elementos identificados durante os trabalhos periciais. Entre eles estão o fato de ambos terem sido encontrados sem roupas na parte inferior do corpo e a presença de um galão com vestígios de gasolina no imóvel.

Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, foram localizados após um incêndio atingir uma casa no Setor Lago Azul I, na tarde de quarta-feira (3). Conforme informações repassadas pela Polícia Militar, testemunhas relataram ter ouvido uma explosão pouco antes de as chamas tomarem conta da residência.

Quando equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao local, o fogo já estava concentrado em um dos cômodos da casa. Durante os trabalhos de rescaldo e perícia, os corpos foram encontrados dentro de um quarto. Laiane estava sob um guarda-roupa, enquanto Ivano foi localizado sobre os destroços de uma cama destruída pelo incêndio.

Segundo informações registradas pelas autoridades, os dois estavam sem roupas na parte inferior do corpo. Outro detalhe que passou a integrar a investigação foi a localização de um galão com vestígios de gasolina dentro da residência. O recipiente foi recolhido e encaminhado para análise pericial.

Até o momento, as autoridades não divulgaram conclusões sobre a origem do incêndio nem sobre a relação entre os elementos encontrados no local e as mortes. A Polícia Civil aguarda os resultados dos laudos técnicos que deverão apontar as circunstâncias do caso.

Uma testemunha informou aos policiais que tentou socorrer as pessoas que estavam no imóvel após ouvir a explosão. Com a ajuda de um vizinho, ela tentou arrombar a porta do quarto onde o incêndio ocorreu, mas não conseguiu entrar antes que o fogo se espalhasse.

O caso ganhou repercussão após a confirmação de que Ivano Vaz Cunha havia sido condenado pela morte de outra enteada em um crime ocorrido em 2009. Conforme registros judiciais, ele recebeu pena de 35 anos de prisão. Posteriormente, obteve progressão para o regime aberto e passou a utilizar tornozeleira eletrônica.

Em nota, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que o monitoramento eletrônico ocorria por determinação judicial. A pasta acrescentou que Ivano possuía autorização para exercer atividades externas e realizar deslocamentos profissionais dentro do estado.

A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda a conclusão dos exames periciais para esclarecer o que aconteceu dentro da residência e determinar as causas das mortes.

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