A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (9/6) a Operação Terra Falsa, com foco na investigação de um suposto esquema de fraudes envolvendo a obtenção irregular de financiamentos rurais em uma instituição financeira privada. A ação ocorreu em Palmas, Tocantins, onde foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.
As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Tocantins. De acordo com as apurações iniciais, um ex-funcionário do banco teria atuado na inserção de informações falsas nos sistemas internos da instituição, o que teria permitido a liberação indevida de créditos de alto valor.
Além das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio e o sequestro de bens de oito investigados. A medida atinge imóveis urbanos, fazendas, veículos, ativos financeiros e aplicações, além de outros bens sujeitos a registro. O montante alcança aproximadamente R$ 141,7 milhões e US$ 400 mil.
As investigações apontam que o esquema teria possibilitado a caracterização indevida de pessoas como produtores rurais, o que viabilizou o acesso a linhas de crédito voltadas ao agronegócio. O nome da operação faz referência justamente ao núcleo do caso, relacionado ao uso de informações falsas para simular condições necessárias à liberação dos financiamentos.
Os investigados poderão responder, de acordo com suas possíveis responsabilidades, pelos crimes de obtenção de financiamento mediante fraude, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 19 anos de reclusão, além de multa.
