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Ministério Público abre inquérito para investigar suspeita de desvio de valores do INSS de servidores da Câmara de Estreito

Ministério Público investiga suspeita de desvio de valores descontados de servidores da Câmara de Estreito.


O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para aprofundar a investigação sobre supostas irregularidades envolvendo valores descontados dos salários de servidores da Câmara Municipal de Estreito, no Sul do estado. A apuração abrange o período de 2022 a 2024 e busca esclarecer o destino de recursos referentes ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e às contribuições previdenciárias (INSS).

Segundo o Ministério Público, há suspeita de que os valores descontados diretamente dos contracheques dos funcionários tenham sido apropriados ou desviados, em vez de serem repassados aos órgãos competentes. A portaria que deu origem à investigação não especifica o montante total envolvido.

O foco da apuração é duplo: verificar se houve dano aos cofres públicos e, ao mesmo tempo, o impacto direto sobre os servidores. Quando valores de Imposto de Renda e INSS são retidos na folha de pagamento, mas não repassados corretamente, os trabalhadores podem enfrentar problemas graves, como pendências na Receita Federal ou dificuldades futuras na concessão de benefícios previdenciários e aposentadoria.

A investigação evoluiu após o Ministério Público identificar a necessidade de um prazo maior para a realização de levantamentos mais complexos. De acordo com a portaria assinada pelo promotor de Justiça Lindomar Luiz Della Libera, a continuidade dos trabalhos é indispensável para a completa elucidação dos fatos e apuração de eventuais atos de improbidade administrativa.

A Câmara Municipal de Estreito era presidida por Tavanes de Miranda Firmo durante o período abrangido pela investigação. No entanto, a portaria do Ministério Público não aponta, até o momento, culpa direta ou desvio atribuído a ele ou a qualquer outro gestor específico.

Com a formalização do inquérito civil, o órgão ganha margem legal para realizar novas diligências, requisitar extratos financeiros, documentos contábeis e ouvir testemunhas para entender como os recursos foram administrados.

O espaço segue aberto para manifestação da Câmara Municipal de Estreito e da gestão do período investigado caso queiram se pronunciar sobre o caso.

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