Ação do MPMA e da Polícia Civil cumpre mandados de prisão e busca e apreensão e determinou bloqueio de cerca de R$ 17 milhões; investigação apura tráfico, domínio territorial, violência e extorsão
Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (13) pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e pela Polícia Civil do Maranhão mobiliza equipes em quatro estados para combater a atuação de integrantes do Comando Vermelho. As ações ocorrem simultaneamente no Maranhão, Rio de Janeiro, Pará e Mato Grosso.
A investigação tem como alvo lideranças da facção criminosa e apura suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas, domínio territorial, violência e extorsão de prestadores de serviços. Entre os setores atingidos pela atuação investigada estão empresas e provedores de internet.
Ao todo, a operação prevê o cumprimento de 21 mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 17 milhões relacionados aos investigados.
No Maranhão, uma das medidas ocorre no interior do estado, onde um provedor de internet que, segundo a investigação, seria operado pela organização criminosa está sendo interditado. As equipes também realizam apreensões de veículos, bens, documentos e outros objetos considerados relevantes para o andamento das investigações.
Até o momento da atualização divulgada pelas autoridades, quatro pessoas haviam sido presas no Maranhão.
No Rio de Janeiro, outras três prisões foram realizadas. Durante as diligências, os agentes apreenderam armamentos e uma caminhonete de luxo blindada.
A operação é coordenada pelo Grupo Operacional de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, em conjunto com a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), da Polícia Civil do Maranhão.
As equipes seguem cumprindo as determinações judiciais nos quatro estados. Como a operação ainda estava em andamento na manhã desta quinta-feira, o número de prisões e apreensões pode ser atualizado pelas autoridades após a conclusão das diligências.
A investigação busca atingir a estrutura de uma organização apontada pelas autoridades como responsável por atividades criminosas que ultrapassariam o tráfico de drogas e envolveriam também controle territorial e pressão sobre prestadores de serviços.
Entre os alvos estão atividades relacionadas ao fornecimento de internet, setor que, segundo as investigações, teria sido utilizado pela organização criminosa como parte de sua atuação em determinadas localidades.
O bloqueio de aproximadamente R$ 17 milhões determinado pela Justiça representa outra frente da operação. A medida busca impedir a movimentação dos valores alcançados pela decisão judicial enquanto as investigações avançam.
O MPMA informou que um balanço com os resultados completos da operação será divulgado após o encerramento das diligências.
