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Polícia Federal deflagra operação contra fornecimento de armas e lavagem de dinheiro no Tocantins


Ação cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Palmas, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Imperatriz (MA); investigação aponta movimentação de cerca de R$ 4 milhões.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) deflagrou nesta quinta-feira (20) a Operação Arsenal para investigar uma organização criminosa suspeita de fornecer armas a grupos criminosos e utilizar um esquema de lavagem de dinheiro para movimentar recursos ilícitos.

Ao todo, são cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em quatro cidades: Palmas, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins, no Tocantins, além de Imperatriz, no Maranhão.

Segundo a Polícia Federal, a investigação começou após o furto de armas de fogo e coletes balísticos de uma empresa de segurança privada em Palmas. As apurações apontaram que o material furtado teria sido posteriormente distribuído para grupos criminosos em diferentes estados brasileiros.

Durante o avanço da investigação, os agentes também identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas, que chegam a aproximadamente R$ 4 milhões. Conforme a PF, há indícios de que os valores tenham sido movimentados por meio de contas de terceiros e empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, além de promoção, constituição, financiamento ou integração de organização criminosa armada.

A operação conta com a participação de diferentes forças de segurança e órgãos de investigação. Entre as equipes envolvidas estão unidades especializadas vinculadas à DRACCO da Polícia Civil do Tocantins, incluindo a DEIC e a DENARC, além de delegacias de Palmas, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins.

Também participam da ação unidades especializadas da Polícia Militar do Tocantins, como ACI, GOC, COD e Forças Táticas, o Núcleo de Operações com Cães da Polícia Penal do Tocantins e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Tocantins (Gaeco/TO).

A FICCO/TO é formada pela Polícia Federal e pelas Polícias Civil, Militar e Penal do Tocantins. A investigação busca esclarecer a atuação do grupo, a origem e o destino das armas e a movimentação dos recursos financeiros identificados durante as apurações.

A Operação Arsenal foi deflagrada nesta quinta-feira (20), em cumprimento às medidas judiciais autorizadas pela Justiça.

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