Agiota conhecida como “Malu Navalha”, identificada como Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, foi presa neste domingo (13), em Lagoa da Confusão, no Tocantins. Ela é investigada por participação em um esquema de agiotagem com atuação no Distrito Federal e era considerada foragida pela Justiça.
A prisão foi realizada por agentes da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC), de Paraíso do Tocantins. Maria Luiza tinha um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça e foi localizada durante as diligências realizadas no estado.
Segundo as investigações, “Malu Navalha” fazia parte da ala responsável pela cobrança de dívidas de uma organização criminosa ligada à agiotagem. Ela é apontada como uma das integrantes que utilizavam ameaças e intimidações contra pessoas que não conseguiam pagar os valores cobrados.
De acordo com os elementos colhidos durante a investigação existem áudios atribuídos à investigada, nos quais ela ameaça uma mulher que estaria com parcelas em atraso. Em uma das mensagens, Maria Luiza utiliza palavras ofensivas e ameaça atirar contra a vítima caso o dinheiro não fosse pago.
Em outra gravação, a investigada afirma que estava na frente da residência da mulher e diz que permaneceria no local até receber o dinheiro. Ela também afirma que poderia montar uma barraca do lado de fora do imóvel e esperar pela saída da devedora.
As ameaças são tratadas pela investigação como parte do método utilizado para pressionar pessoas que tinham dívidas com o grupo. A participação individual de Maria Luiza nos crimes será analisada pela Justiça no decorrer do processo.
A prisão ocorreu durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal na quinta-feira (11), com o objetivo de desarticular a organização investigada por agiotagem, cobranças violentas e outros crimes.
De acordo com a investigação, o grupo contaria ainda com o apoio de um sargento reformado da Polícia Militar de Goiás, que seria responsável por garantir segurança às atividades realizadas pelos integrantes.
Ao todo, a Justiça expediu 12 mandados de prisão preventiva contra suspeitos de participação no esquema. Também foi autorizado o bloqueio de até R$ 10 milhões em contas dos investigados, além do sequestro de bens que teriam sido adquiridos com recursos provenientes das atividades criminosas investigadas.
As medidas atingiram endereços e patrimônios relacionados aos suspeitos em cidades como Goiânia, Formoso, Senador Canedo, Palmas e Araguaína.
Os investigados são alvo de apurações pelos crimes de usura, extorsão, organização criminosa armada, lavagem de dinheiro e coação no curso do processo.
A investigação também busca esclarecer a movimentação financeira da organização e o patrimônio relacionado ao dinheiro obtido por meio das cobranças.
