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Após ação do Ministério Público raio-x parado desde 2022 deve entrar em funcionamento nos próximos meses em Ananás


A prefeitura de Ananás instalou um transformador trifásico necessário para o funcionamento de um aparelho de raio-x que estava sem uso desde 2022 no Hospital de Pequeno Porte do município. A medida foi adotada após fiscalização do Ministério Público do Tocantins, que vinha cobrando providências da gestão municipal para resolver falhas estruturais consideradas básicas para o atendimento à população.

A confirmação da instalação ocorreu na terça-feira, 13 deste mês, durante vistoria realizada pelo promotor de Justiça Gilmar Pereira Avelino. No local, o representante do MPTO verificou que o transformador foi colocado próximo à unidade hospitalar, removendo um dos principais entraves elétricos que impediam o uso do equipamento adquirido há anos e mantido inoperante.

O acompanhamento do caso faz parte de uma atuação contínua da Promotoria de Justiça de Ananás, que realiza visitas periódicas e exige da prefeitura relatórios com cronogramas detalhados para a correção de pendências na área da saúde. A apuração teve início após reclamações encaminhadas à Ouvidoria do Ministério Público, que apontavam irregularidades no funcionamento dos serviços públicos oferecidos no município.

Apesar do avanço, ainda restam etapas importantes para que o exame passe a ser ofertado à população, como a ligação definitiva do transformador à rede da Energisa, a reforma da sala onde o aparelho de raio-x será instalado e a capacitação dos profissionais responsáveis pelo manuseio do equipamento. A gestão municipal informou que a expectativa é de que o serviço esteja em pleno funcionamento até março de 2026, enquanto o promotor Gilmar Pereira Avelino afirmou que seguirá cobrando agilidade, inclusive da concessionária de energia.

Atualmente, a ausência do exame em Ananás obriga moradores, estimados em cerca de 10 mil pessoas, a se deslocarem aproximadamente 80 quilômetros até Xambioá para realizar procedimentos de imagem. A situação gera custos extras, atrasos no diagnóstico e sobrecarga em outras unidades, evidenciando fragilidades no sistema de saúde regional e reforçando a atuação do MPTO para garantir serviços essenciais no município.

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