Imagens que circulam nas redes sociais mostram rachaduras na mureta de proteção lateral da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, inaugurada em 22 de dezembro do ano passado entre os municípios de Aguiarnópolis, no Tocantins, e Estreito, no Maranhão. As imagens passaram a gerar preocupação entre moradores e usuários da estrutura, construída em tempo considerado recorde após o desabamento da ponte anterior.
Registros compartilhados em grupos de WhatsApp e perfis do Instagram exibem fissuras visíveis nas barreiras de concreto cerca de um mês após a liberação do tráfego. Moradores relatam estranhamento com a rápida aparição dos danos em uma obra que teve investimento de aproximadamente R$ 171,97 milhões.
Do ponto de vista técnico, as rachaduras aparentam ser superficiais e restritas às muretas de proteção, que não exercem função estrutural na ponte. Segundo especialistas, esse tipo de fissura é comum em obras de concreto recém-concluídas e costuma estar relacionado ao processo natural de retração do material, variações de temperatura e acomodação do concreto após a cura. Esse comportamento é considerado esperado nos primeiros meses após a entrega da obra e não indica, necessariamente, risco à segurança dos usuários.
A estrutura principal da ponte, formada por pilares, vigas e tabuleiro, segue padrões rigorosos de engenharia e conta com sensores de monitoramento estrutural, capazes de identificar qualquer alteração fora dos parâmetros de segurança. Caso seja necessário, fissuras desse tipo podem ser corrigidas por meio de manutenção preventiva simples, sem impacto na estabilidade da travessia.
A ponte possui 630 metros de extensão, com vão livre de 154 metros, e é uma das principais ligações logísticas entre o Tocantins e o Maranhão, fundamental para o transporte de grãos, mercadorias e passageiros. Nas redes sociais, usuários cobram esclarecimentos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre a origem das fissuras.
A obra foi executada pelo consórcio formado pelas construtoras A. Gaspar e Arteleste, utilizando a técnica de balanço sucessivo, sob supervisão do DNIT. Até o momento, o órgão não divulgou posicionamento oficial detalhando se haverá inspeções adicionais.
