A Polícia Civil do Maranhão cumpriu, nesta sexta-feira (16), mandado de prisão temporária e de busca domiciliar contra R.F.L., suspeita de matar o marido, César Arruda, e Zuleide Damasceno, apontada como suposta amante dele, no Povoado Santa Maria, zona rural de Sítio Novo do Maranhão.
Os corpos das duas vítimas foram encontrados no dia 09 de janeiro, no banco traseiro de uma caminhonete abandonada em uma área de mata de difícil acesso. Durante a perícia inicial, foram constatadas marcas de disparos de arma de fogo nos corpos, o que reforçou a linha investigativa de homicídio.
De acordo com informações da Polícia Militar do Maranhão, a esposa de César Arruda, presa hoje, havia comunicado o desaparecimento do marido na quarta-feira (7). Na ocasião, ela relatou que César saiu de casa para realizar um serviço e não retornou, o que deu início às buscas que culminaram na localização da caminhonete e dos corpos dias depois.
Segundo a linha investigativa da Polícia Civil, há indícios de que o crime tenha sido motivado pela descoberta de um relacionamento extraconjugal. Informações colhidas em depoimentos indicam que R.F.L. teria passado a desconfiar da traição após perceber mudanças no comportamento do companheiro, além de conversas e encontros que levantaram suspeitas. Esses elementos seguem sendo analisados de forma técnica pelos investigadores.
A partir dessa descoberta, a polícia apura se houve a participação de outras pessoas, planejamento prévio para a execução do crime, o que pode caracterizar homicídio qualificado. A investigação considera que a dinâmica dos fatos indica organização e intenção, descartando, neste momento, a hipótese de um ato cometido por impulso.
A maneira como os corpos foram localizados dentro da caminhonete levanta suspeita de tentativa de ocultação de provas. Além disso, o fato de as vítimas terem sido encontradas despidas é avaliado como possível estratégia para confundir a investigação ou como tentativa de humilhação, hipótese que ainda será aprofundada ao longo do inquérito.
Durante a apuração, os investigadores utilizaram depoimentos, perícias e análise detalhada da cena do crime para embasar o pedido de prisão temporária. Informações repassadas por moradores da região, inclusive por meio do Disque-Denúncia, também contribuíram para o avanço das diligências.
A operação contou com o apoio da 10ª Delegacia Regional de Polícia Civil e da Delegacia de Porto Franco. Após o cumprimento das formalidades legais, R.F.L. foi encaminhada para a Unidade Prisional Feminina de Carolina, onde permanece à disposição da Justiça.
A suspeita deve responder por homicídio qualificado, com indícios de planejamento e execução no contexto familiar. Ela passará por audiência de custódia, quando a Justiça decidirá sobre a conversão da prisão temporária em preventiva. O Ministério Público analisará o conjunto de provas reunidas para definir sobre o oferecimento de denúncia formal.
