A Polícia Rodoviária Federal apreendeu quase 700 quilos de drogas na noite desta terça-feira, 24, durante fiscalização no km 160 da BR-153, em Araguaína, norte do Tocantins. Um motorista de 26 anos foi preso em flagrante por tráfico.
A abordagem ocorreu por volta das 21h30, quando os agentes deram ordem de parada a um conjunto veicular formado por caminhão-trator e semirreboque. Durante a checagem dos documentos e a solicitação para que o condutor desembarcasse, os policiais perceberam forte odor semelhante ao de maconha vindo da cabine, além de notarem nervosismo e agitação por parte do motorista.
Questionado se transportava algo ilícito, ele entregou espontaneamente uma cartela com dois comprimidos de anfetamina, conhecida popularmente como “rebite”. Diante da suspeita, foi realizada busca detalhada na boleia do caminhão. Nesse momento, o próprio condutor informou que transportava grande quantidade de drogas.
Na inspeção, os agentes localizaram 610,2 quilos de substância semelhante à maconha, 88 quilos de substância análoga à pasta base de cocaína e 10 cartelas de anfetamina, totalizando 136 comprimidos. O material estava armazenado em mochilas e caixas de papelão dentro da cabine do veículo.
Segundo relato do motorista, ele saiu de Goiânia, em Goiás, com destino a Belém, no Pará, e Imperatriz, no Maranhão. A entrega, conforme declarou, ocorreria em um posto de combustível na entrada da cidade maranhense. Ele afirmou ainda que a carga teria origem no estado de Santa Catarina e que receberia as instruções sobre o repasse por meio de aplicativo de mensagens, sem saber informar o nome do destinatário.
O condutor admitiu que sabia da existência da droga no caminhão, mas disse desconhecer a quantidade exata e o tipo dos entorpecentes transportados. Sobre os comprimidos de anfetamina, alegou que seriam para uso pessoal.
Diante da situação, o homem foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Araguaína, juntamente com o veículo e todo o material apreendido. O caso foi registrado como tráfico de drogas, e os procedimentos legais seguem sob responsabilidade da autoridade policial.
