Uma mulher foi presa na noite dessa segunda-feira (27), em Tocantinópolis, no norte do Tocantins, após se exaltar dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) durante a espera por atendimento e registrar em vídeo a situação da unidade, mostrando um consultório médico vazio enquanto aguardava atendimento para uma bebê. Assista ao vídeo no final do texto.
De acordo com as informações obtidas pela reportagem, D’ane Oliveira estava na unidade acompanhando a sobrinha, uma criança de colo de 7 meses, e afirmou que aquela já era a sexta vez, em um intervalo de 22 dias, que procurava atendimento sem conseguir resolver o problema de saúde da menina. Segundo o relato dela, no momento da gravação, dois consultórios estariam sem médicos, embora nas imagens seja possível ver um deles vazio. Ela também informou que a criança aguardava atendimento há cerca de uma hora.
Durante a gravação, a mulher aparece exaltada e cobra providências diante da demora no atendimento e da situação da criança na unidade. Após o registro em vídeo, ela continuou exaltada no local.
Um médico da unidade teria acionado a Polícia Militar, alegando ter se sentido ameaçado em razão do comportamento da mulher. A equipe foi até o local e realizou a condução de D’ane Oliveira, que foi algemada ainda dentro da UPA e levada para a Central de Atendimento da Polícia Civil de Tocantinópolis. Conforme as informações, durante a abordagem houve resistência à condução e também registro de desacato, o que resultou na autuação pelos dois crimes. O médico envolvido também compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos.
Após os procedimentos, D’ane pagou fiança e foi liberada. Posteriormente, imagens mostram a mulher com hematomas pelo corpo. As circunstâncias em que as marcas surgiram não foram esclarecidas até o momento. D’ane registrou um boletim de ocorrência e informou que pretende acionar o Ministério Público para que o caso seja apurado.
A reportagem procurou a Polícia Militar e a direção da UPA de Tocantinópolis para posicionamento sobre o caso. À PM, foram solicitados esclarecimentos sobre a atuação da equipe e o motivo da prisão. Já à unidade, o pedido foi sobre o atendimento no momento dos fatos e o acionamento da polícia. Até a última atualização, não houve resposta. Assista ao vídeo logo mais abaixo:
