O empresário João Gabriel de Mello Yamawaki, preso e investigado por suposta participação em um esquema de movimentação financeira ilegal associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), já disputou uma eleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no estado do Tocantins.
De acordo com registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Yamawaki foi candidato ao cargo de vereador no município de Esperantina (TO) nas eleições de 2004, utilizando o número 13.444 na urna. Não há registro público de que ele tenha sido eleito ou exercido mandato.
A informação sobre o histórico eleitoral do investigado foi citada em reportagem da revista Veja, dentro do contexto das investigações que envolvem o chamado 4TBANK, instituição financeira digital apontada pela Polícia Civil de São Paulo como uma estrutura utilizada para movimentações financeiras consideradas ilegais.
Segundo a investigação, o 4TBANK teria sido criado e operado por Yamawaki e funcionava como um banco digital com sede em Palmas (TO), além de ter atuação em outros estados. As autoridades apontam que a estrutura teria sido utilizada para movimentar recursos ilícitos atribuídos ao PCC, com valores que, segundo estimativas dos investigadores, podem chegar a R$ 8 bilhões.
As apurações também indicam que o investigado foi preso em março deste ano e é alvo de outras investigações relacionadas a movimentações financeiras em espécie e suspeitas envolvendo um carregamento de cocaína apreendido em uma aeronave vinda da Bolívia.
A reportagem da Veja cita ainda que a menção à candidatura pelo PT aparece no contexto de outras investigações envolvendo pessoas ligadas ao partido em casos distintos relacionados a suspeitas de lavagem de dinheiro. No entanto, não há, até o momento, indicação de que os casos tenham relação direta entre si ou que os investigados atuem no mesmo esquema.
Os registros eleitorais confirmam que a candidatura ocorreu em 2004 em Esperantina (TO). Não há informação pública de que Yamawaki tenha sido eleito ou ocupado cargo público no Tocantins.
As investigações seguem em andamento e ainda dependem de conclusão das autoridades competentes e análise do Poder Judiciário.
