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Homem é condenado a 13 anos de prisão por estrangular vítima até a morte com elástico de baladeira em Açailândia

O Conselho de Sentença condenou Kalebe Amaral Lima a 13 anos e dois meses de prisão pela morte de Michael Soares Rodrigues, em Açailândia, no Maranhão. O julgamento ocorreu na quarta-feira (12), na 2ª Vara Criminal do município.

A condenação foi estabelecida pelos jurados após a análise do processo que apurou as circunstâncias do homicídio, ocorrido em 21 de julho de 2023. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Segundo a denúncia apresentada no processo, Michael, Kalebe e o irmão do acusado passaram parte do dia juntos soltando pipa. Mais tarde, os três foram para a residência de Kalebe, onde consumiram bebidas alcoólicas.

Ainda conforme a acusação, durante a noite, Michael teria afirmado que fazia parte de uma facção criminosa. A declaração teria provocado uma reação de Kalebe, que pediu para que ele deixasse a residência.

Michael teria informado que não iria embora porque já era tarde e pretendia dormir no local. A situação teria provocado uma discussão entre os dois.

Durante o desentendimento, segundo a denúncia, Kalebe pegou uma baladeira, também conhecida como estilingue, e utilizou o objeto para lançar uma pedra contra a cabeça de Michael.

Na sequência, conforme relatado no processo, o acusado teria utilizado o próprio elástico da baladeira para estrangular a vítima.

Após o homicídio, Kalebe teria registrado um vídeo mostrando o corpo de Michael e afirmando que havia cometido o crime.

A investigação também apontou que o acusado contou com a ajuda do irmão, que era menor de idade na época, para retirar o corpo da residência.

Segundo a denúncia, os dois teriam colocado o corpo de Michael dentro de uma capa de sofá, amarrado o material e transportado a vítima até um córrego, onde o corpo foi deixado.

Durante o processo, Kalebe confessou ter matado Michael, mas apresentou uma versão diferente para a motivação do crime. Em depoimento, afirmou que teria agido em legítima defesa durante a discussão com a vítima.

A versão apresentada pela defesa, porém, não impediu a condenação pelo Conselho de Sentença. Ao final do julgamento, os jurados reconheceram a responsabilidade criminal do réu pelo homicídio.

A sentença estabeleceu pena de 13 anos e dois meses de prisão, em regime inicialmente fechado.

O julgamento foi presidido pelo juiz Antônio Martins de Araújo, da 2ª Vara Criminal de Açailândia.

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