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Enfermeiro é morto a tiros ao ser pego em motel com mulher de policial


Um enfermeiro de 33 anos foi morto a tiros dentro de um motel em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, após ser flagrado com a esposa de um policial militar, na madrugada de domingo (14). A Polícia Civil aponta o PM Weliton Miguel dos Santos, de 34 anos, como principal suspeito do crime, que teria motivação passional.

De acordo com a investigação, o enfermeiro Ítalo Fernando de Melo chegou ao estabelecimento em um Jeep vermelho acompanhado da mulher, que é casada com o militar. Câmeras de segurança mostram o veículo entrando no motel e, algum tempo depois, registram a chegada de um homem de moto, identificado pelos investigadores como o policial.

Imagens internas revelam que o suspeito percorreu corredores e chegou a olhar outras suítes antes de encontrar o quarto onde estavam o enfermeiro e a mulher. Dentro do cômodo, o atirador efetuou diversos disparos contra Ítalo, que morreu ainda no local.

A mulher relatou em depoimento que adormeceu e acordou com um homem de capacete já atirando contra a vítima, fugindo em seguida.Após o crime, o autor danificou o portão de saída do motel para conseguir deixar o local. Minutos depois, a esposa do PM aparece nas imagens conduzindo o Jeep vermelho e fugindo do estabelecimento.

A Polícia Civil afirma que o caso é investigado como homicídio qualificado, com indícios de crime motivado por ciúmes e vingança.As equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar de Alagoas apuraram que a munição deflagrada na cena do crime tem a mesma numeração da munição encontrada com o policial Weliton Miguel dos Santos, reforçando a suspeita contra ele.

O material foi apreendido e encaminhado para perícia, que deverá comprovar de forma técnica a compatibilidade entre arma e projéteis.Segundo os investigadores, o PM instalou um dispositivo de GPS clandestino no carro da esposa para monitorar seus deslocamentos e a seguiu até o motel em Arapiraca.A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, e o militar foi encaminhado para uma unidade prisional específica para policiais.

Em depoimento, a esposa do policial confirmou que estava no quarto do motel com o enfermeiro no momento do crime.Ela foi ouvida na condição de declarante e, até o momento, não teve pedido de prisão decretado.A mulher afirmou que não conseguiu reconhecer o atirador por ele estar de capacete, e disse acreditar que não se tratava do marido.

Já o policial, ao se apresentar no batalhão, negou ter participado do homicídio e preferiu permanecer em silêncio em parte dos questionamentos formais.Mesmo assim, a combinação de imagens de câmeras, rastreamento da esposa e coincidência da munição levou o Judiciário a manter a prisão preventiva enquanto o inquérito segue em andamento.

A Delegacia Regional de Arapiraca segue colhendo depoimentos de testemunhas, analisando imagens de circuito interno do motel e aguardando laudos periciais para concluir o inquérito.A expectativa é de que o relatório final seja encaminhado ao Ministério Público nas próximas semanas, que decidirá sobre a denúncia formal por homicídio qualificado.

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