A Polícia Civil do Tocantins deflagrou nesta quinta-feira (12) a Operação 2º Tempo para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o Tocantinópolis Esporte Clube (TEC). O prejuízo estimado aos cofres municipais ultrapassa R$ 5,1 milhões. Entre os alvos da investigação estão o ex-prefeito Paulo Gomes, o atual prefeito Fabion Gomes, e o presidente do TEC, Leandro Pereira, sargento da Polícia Militar, além de outros gestores e servidores da Prefeitura de Tocantinópolis.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em residências de investigados, na sede do TEC e em setores da Prefeitura Municipal. A ação mobilizou 34 policiais civis, entre investigadores e peritos, com apoio da Polícia Militar do Tocantins, devido à participação de um dos suspeitos, policial militar da ativa. As ordens foram determinadas pelo Tribunal de Justiça do Tocantins.
As investigações, iniciadas a partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), indicam que o esquema estava estruturado em três frentes: repasses irregulares de recursos públicos pelo ex-prefeito e gestores municipais mesmo após decisões do Tribunal de Contas do Estado apontarem ilegalidade; uso do TEC como fachada para falsificação de documentos, como atas e recibos; e redistribuição e ocultação dos valores em contas pessoais e saques em espécie, dificultando o rastreamento do dinheiro.
O fluxo de recursos investigado remonta a 2009 e se estendeu até 2024, com irregularidades já apontadas pelo TCE em 2009, por meio do Acórdão nº 638/2009, referente a repasses sem autorização legal ao clube em 2007.
A Operação 2º Tempo simboliza o “segundo tempo” de uma partida de futebol, representando a continuidade da atuação da Polícia Civil contra crimes de desvio e lavagem de recursos públicos. A instituição reforça o compromisso de responsabilizar os envolvidos e proteger o patrimônio coletivo.
