Duas mulheres, de 26 e 33 anos, foram presas em flagrante na tarde desta terça-feira (7), suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro em um posto de combustíveis no município de Santa Inês, no Maranhão. As duas trabalhavam como frentistas no estabelecimento, localizado no bairro Laranjeiras, e são investigadas por causar prejuízos financeiros à empresa.
O caso começou a ser apurado após a proprietária do posto procurar a Polícia Civil e relatar perdas frequentes no caixa. Segundo a denúncia, os valores desapareciam de forma recorrente, o que levantou suspeitas sobre a atuação de funcionárias do local.
Durante as investigações, foi identificado um padrão nas irregularidades. De acordo com a apuração, as frentistas realizavam abastecimentos pagos em dinheiro, mas não repassavam os valores ao caixa da empresa. Para encobrir a ação, as operações eram registradas no sistema como se tivessem sido feitas no cartão de crédito, muitas vezes vinculadas a terceiros sem autorização.
As apurações também indicam o uso indevido de dados de clientes, com registros repetidos em nome de uma mesma pessoa e inserção de placas de veículos diferentes das reais. Há indícios de que assinaturas de consumidores foram falsificadas para dar aparência de regularidade às transações.
Os levantamentos iniciais apontam que, apenas nos dias 3 e 5 de abril, o prejuízo ultrapassou R$ 6 mil. Desse total, cerca de R$ 3.924,32 seriam atribuídos a uma das investigadas e R$ 2.375,13 à outra. Mesmo após a suspeita ter sido identificada, novas irregularidades teriam ocorrido no dia 7, gerando um prejuízo adicional estimado em aproximadamente R$ 800.
Diante dos fatos e da continuidade das condutas, equipes da Delegacia Regional de Santa Inês e do 1º Distrito Policial realizaram diligências e localizaram as suspeitas. Elas foram conduzidas à delegacia, acompanhadas de testemunhas, para os procedimentos legais.
Após análise dos elementos reunidos, as duas foram autuadas em flagrante por furto qualificado, considerando o abuso de confiança e a atuação conjunta. As suspeitas permanecem à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para dimensionar o total do prejuízo causado ao estabelecimento e verificar se há participação de outras pessoas no esquema.
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