Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (21), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Lei do Retorno 2.0, destinada a desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em diversos municípios do Maranhão. A prefeitura de Estreito, incluindo o prefeito Léo Cunha, que está cumprindo agenda em Brasília, é um dos alvos da investigação, que também mira servidores públicos e empresários suspeitos de envolvimento no esquema.
Nesta fase, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, somando-se aos já cumpridos no início da semana, totalizando 94 mandados. As diligências ocorreram em Estreito, Imperatriz, Santa Inês, Pindaré-Mirim, Itapecuru-Mirim, São José do Ribamar e Timon, no Maranhão, e também em Fortaleza, no Ceará. Em Estreito, os mandados foram cumpridos na prefeitura, na residência do prefeito e na Secretaria de Educação.
A investigação apura desvios de mais de R$ 50 milhões do Fundeb entre 2021 e 2025, por meio de fraudes em licitações municipais. Parte dos valores contratados retornava como propina para os servidores públicos envolvidos.
Até o momento, já foram apreendidos dinheiro em espécie, cheques e veículos, totalizando aproximadamente R$ 2,5 milhões. As autoridades destacam que a ação visa desmantelar toda a estrutura da organização criminosa, responsável por manipular processos licitatórios e apropriar-se de verbas públicas destinadas à educação básica.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, peculato, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. A operação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF).
A Polícia Federal reforça que as investigações continuam em andamento e novas apreensões ou medidas cautelares podem ser realizadas nas próximas etapas.
