A investigação sobre o caso do cavalo mutilado em Bananal, no interior de São Paulo, trouxe uma revelação ainda mais chocante. O laudo do Instituto de Criminalística confirmou que o animal estava vivo quando teve as patas cortadas com golpes de facão. O crime ocorreu no dia 16 de agosto e gerou grande repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais.
Nas imagens, o cavalo aparece caído no chão, sem conseguir se mover, enquanto tem as patas decepadas. A crueldade do ato causou revolta e levou a Polícia Civil a instaurar inquérito para apurar a responsabilidade dos envolvidos.
Segundo a perícia, o animal havia desmaiado momentos antes devido ao cansaço durante uma cavalgada. Exausto, ele caiu na estrada e parou de respirar por alguns instantes, o que fez o tutor acreditar que estava morto. Foi nesse momento que Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, decidiu usar um facão e cortar uma das patas. Em depoimento, ele alegou estar embriagado e afirmou que “achou que o cavalo já não estava mais vivo”.
O caso foi registrado como maus-tratos com agravante pela morte do animal. Até agora, ninguém foi preso.
As investigações também apontam que o vídeo que viralizou foi gravado por Dalton de Oliveira Rodrigues Vieira, de 28 anos, amigo do tutor. Ele declarou à polícia que apenas filmou a cena para enviar ao pai do agressor, acreditando que o animal já tivesse morrido. Apesar disso, a gravação acabou se espalhando rapidamente na internet, aumentando a indignação popular.
O laudo técnico da Polícia Científica reforça que o cavalo ainda apresentava sinais vitais quando sofreu as mutilações. A constatação derruba a versão apresentada pelo tutor e fortalece as acusações de crime de abuso e violência contra animais. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil de São Paulo.
