O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), foi afastado do cargo nesta quarta-feira (3) após determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A medida foi tomada no âmbito da Operação Fames-19, da Polícia Federal, que apura desvio de verbas destinadas ao enfrentamento da Covid-19.
De acordo com as investigações, os valores que deveriam ser aplicados em ações emergenciais, incluindo a compra de cestas básicas custeadas com emendas parlamentares, teriam sido desviados para outros fins. O prejuízo estimado chega a R$ 71 milhões.
A ofensiva mobilizou cerca de 200 agentes federais para o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão em diferentes estados, entre eles Tocantins, Distrito Federal, Maranhão e Paraíba. Em Palmas, a residência oficial do governador e repartições ligadas ao governo estadual foram alvos das diligências.
A investigação corre no STJ, que determinou o afastamento de Wanderlei Barbosa do cargo pelo prazo inicial de seis meses. A decisão foi assinada pelo ministro Mauro Campbell, que deverá levar o caso para análise e referendo da Corte Especial do tribunal.
Wanderlei Barbosa, que está no comando do Estado desde 2021, foi notificado do afastamento temporário e deverá permanecer fora do cargo enquanto durar a investigação. Até o momento, a vice-governadora Laurez Moreira deve assumir interinamente a chefia do Executivo.
A defesa de Barbosa informou que só irá se pronunciar após ter acesso completo ao processo e às provas reunidas pela PF. O governador, agora afastado, é suspeito de envolvimento em irregularidades relacionadas à destinação e ao uso dos recursos emergenciais enviados pelo governo federal durante a crise sanitária.
As investigações seguem em sigilo judicial.
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