O jornalista William Bonner anunciou nesta segunda-feira (1º) que deixará a bancada do Jornal Nacional após quase três décadas como âncora principal. A revelação aconteceu justamente no dia em que o telejornal mais assistido do país completou 56 anos no ar. Bonner seguirá na função até o fim de outubro, e a partir de 3 de novembro o comando passa para César Tralli.
Bonner, que entrou no JN em 1º de abril de 1996, superou em 2022 a marca de Cid Moreira e se tornou o apresentador mais longevo da história do noticiário. No vídeo divulgado nas redes sociais do programa, o jornalista destacou o simbolismo da data e agradeceu o reconhecimento da equipe. Ele lembrou ainda do troféu recebido dos colegas em 2022, que trazia em holografia o período em que esteve à frente do jornal, como homenagem pela trajetória e pela dedicação ao telejornalismo.
“Primeiro de setembro de 2025, aniversário do JN. São 56 anos do mais importante telejornal brasileiro. Parabéns”, disse Bonner ao destacar que o programa, assim como ele, está em constante processo de renovação. Na semana passada, ele já havia publicado nas redes sociais imagens das mudanças no cenário do JN, ressaltando o esforço da equipe para manter o formato atualizado.
A estreia de Bonner ocorreu ao lado de Lillian Witte Fibe, em 1996, em uma das fases de transformação do telejornal. Desde então, ele se consolidou como uma das principais vozes do jornalismo da Globo, tendo atravessado diferentes governos, crises políticas e mudanças sociais. Sua saída marca o fim de um ciclo que acompanhou não apenas a evolução da televisão, mas também a transformação da relação entre notícia e público.
O escolhido para substituí-lo, César Tralli, já era um dos principais nomes da emissora, com passagens pelo SP1, Edição das 18h da GloboNews e várias coberturas nacionais e internacionais. Conhecido pela postura firme e didática, Tralli assumirá a missão de manter a tradição do JN e, ao mesmo tempo, reforçar o processo de modernização do telejornal.
A despedida de Bonner deve mobilizar grande audiência, já que sua presença na bancada tornou-se um marco da televisão brasileira. O jornalista encerra sua passagem deixando um legado de credibilidade e uma forte identificação com o público, consolidando sua imagem como um dos principais comunicadores do país.
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