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Irmão de ex-prefeito de Aguiarnópolis é preso em operação contra quadrilha do MA suspeita de golpe de R$ 29 milhões em MG

O irmão de um ex-prefeito de Aguiarnópolis, no norte do Tocantins, está entre os presos em uma operação interestadual coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais nesta quarta-feira (29), que investiga uma quadrilha com base no Maranhão suspeita de aplicar golpes relacionados ao IPVA em Minas Gerais e causar prejuízo estimado em até R$ 29 milhões.

A ação, batizada de Operação Espelho Turvo, ocorreu de forma simultânea em seis estados — Maranhão, Minas Gerais, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina — e contou com a expedição de 24 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de bloqueio de bens e ativos financeiros.

Até a última atualização, ao menos 14 prisões haviam sido registradas. No Maranhão, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva em Imperatriz. Também houve uma prisão no Tocantins, em Aguiarnópolis, e outra em Sergipe, na cidade de Aracaju.

No caso de Sergipe, um homem de 34 anos foi detido no bairro Jabutiana, em Aracaju, durante ação do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), com apoio da Divisão de Inteligência (Dipol), e permanece à disposição da Justiça.

Conforme apuração da reportagem, o investigado preso em Aguiarnópolis é irmão de um ex-prefeito do município. A identidade dele não foi divulgada oficialmente pelas autoridades.

Segundo as investigações, o grupo criminoso, com base principalmente em Imperatriz (MA), atuava de forma estruturada na prática de estelionato digital e lavagem de dinheiro, com divisão de funções entre os integrantes. Pelo menos 24 pessoas já foram identificadas.

O esquema consistia na criação de sites falsos que imitavam páginas oficiais do Governo de Minas Gerais e do Departamento de Trânsito (Detran-MG), com o objetivo de enganar contribuintes durante o pagamento do IPVA de 2024 e 2025.

As vítimas eram atraídas por links patrocinados em mecanismos de busca e, ao acessarem os endereços fraudulentos, realizavam pagamentos via PIX acreditando se tratar de canais oficiais. Os valores eram direcionados a contas controladas pelo grupo, muitas vezes vinculadas a empresas de fachada com nomes semelhantes aos de órgãos públicos.

As investigações identificaram pelo menos 20 empresas utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro, entre elas uma denominada “Central de Recebimento Virtual Ltda.”, utilizada para intermediar os valores desviados. Para dificultar o rastreamento, os envolvidos utilizavam contas de passagem e outros mecanismos de ocultação financeira.

De acordo com a Polícia Civil, apenas nove dos principais investigados movimentaram mais de R$ 27 milhões. O prejuízo total estimado pode chegar a R$ 29 milhões, com vítimas em diversas cidades mineiras.

A operação foi coordenada pelo Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil de Minas Gerais e integra a estratégia da Rede Nacional de Unidades Especializadas no Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), vinculada ao Ministério da Justiça. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas do esquema.

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