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Prefeitura se manifesta após prisão de mulher na UPA de Tocantinópolis

A Prefeitura de Tocantinópolis se pronunciou oficialmente após a condução de uma mulher à delegacia, registrada na noite de segunda-feira (27), nas dependências da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, no norte do Tocantins. O caso ganhou repercussão após a circulação de vídeos nas redes sociais.

Em nota pública, a gestão municipal, por meio da Secretaria de Saúde, informou que a situação foi considerada atípica e que a equipe de plantão acionou a Polícia Militar após a mulher, segundo a versão oficial, desacatar servidores e provocar tumulto dentro da unidade, o que teria comprometido momentaneamente o ambiente de atendimento.

A administração afirmou ainda que havia médico em atendimento no momento da ocorrência, realizando consultas em outro consultório da UPA. Segundo a prefeitura, os vídeos divulgados nas redes sociais teriam apresentado uma interpretação equivocada ao mostrar um consultório vazio, o que não refletiria o funcionamento geral da unidade naquele instante.

O município também declarou que o acionamento da Polícia Militar teve como objetivo conter a desordem e garantir a segurança de pacientes, acompanhantes e servidores, destacando que a medida não estaria relacionada ao direito de manifestação ou reclamação.

Sobre o atendimento, a prefeitura informou que a criança envolvida recebeu assistência conforme avaliação clínica e que, na última passagem pela unidade, não apresentava quadro febril, permanecendo no local por cerca de 28 minutos.

A gestão reforçou que não houve negligência ou omissão por parte dos profissionais de saúde e que os atendimentos seguem os protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS), com base na classificação de risco. O episódio foi classificado como pontual, e a UPA do município foi destacada como unidade de referência, com reconhecimento do Tribunal de Contas do Estado.

O caso ganhou repercussão após a circulação de vídeos nas redes sociais.

Segundo as informações colhidas no dia do ocorrido, D’ane Oliveira estava na unidade acompanhando a sobrinha, uma criança de 7 meses, quando gravou um vídeo mostrando a estrutura do local e questionando a demora no atendimento. Nas imagens, ela afirma que seria a sexta vez, em um intervalo de 22 dias, que buscava assistência médica sem conseguir solução para o problema da criança.

Durante a gravação, também aparece um consultório aparentemente vazio, o que motivou as reclamações feitas por ela. A mulher relatou ainda que a criança aguardava atendimento há cerca de uma hora naquele momento.

Ainda no vídeo, D’ane aparece exaltada, cobrando providências. Após a gravação, ela permaneceu no local e continuou questionando o atendimento.

De acordo com o que foi registrado, um médico da unidade acionou a Polícia Militar, alegando ter se sentido ameaçado diante da conduta da mulher. A equipe policial foi até a UPA e realizou a condução de D’ane Oliveira, que foi algemada dentro da unidade e levada para a Central de Atendimento da Polícia Civil de Tocantinópolis.

Segundo as informações, durante a abordagem houve resistência à condução e também registro de desacato. Após os procedimentos, ela pagou fiança e foi liberada.

Em registros posteriores, a mulher aparece com hematomas pelo corpo, mas as circunstâncias em que as marcas surgiram ainda não foram esclarecidas oficialmente.

Após o caso, D’ane informou que pretende acionar o Ministério Público para que a situação seja apurada, especialmente em relação à condução e às condições da abordagem dentro da unidade de saúde.

Já a Polícia Militar informou que foi acionada para atender uma ocorrência de desordem na unidade. De acordo com a corporação, a mulher teria entrado em um consultório durante atendimento, apresentando comportamento alterado e fazendo ameaças. Ainda segundo a PM, houve resistência no momento da abordagem, e ela foi encaminhada à delegacia. A corporação também afirmou que a ação ocorreu dentro da legalidade.

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