A Polícia Militar prendeu na noite desta quarta-feira, 4, dois suspeitos de integrar uma facção criminosa investigada por um ataque a tiros ocorrido na Praça da Vila Expansão, em Porto Franco, no sul do Maranhão. O crime aconteceu na noite de terça-feira, 3, quando homens armados passaram pelo local efetuando diversos disparos contra jovens que estavam na praça.
De acordo com informações apuradas pelas forças de segurança, os criminosos estavam em uma motocicleta e em um veículo de passeio. Eles passaram atirando em direção às vítimas e fugiram logo em seguida. Dois jovens foram atingidos, um com disparo no pé e outro com ferimento de raspão no braço. Ambos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Materno Infantil Aderson Marinho, onde receberam atendimento médico e não correm risco de vida.
Logo após o ataque, a Polícia Militar iniciou diligências e levantamentos para identificar os autores do crime. Com base nas informações colhidas, os policiais se deslocaram até dois endereços distintos ligados aos suspeitos e, durante as buscas, conseguiram localizar e prender os atiradores apontados como responsáveis pelo ataque ocorrido na praça. As investigações seguem e a polícia não descarta a participação de outros envolvidos.
Durante as abordagens, os policiais apreenderam dois revólveres calibre .38, que teriam sido utilizados no atentado, além de cerca de sete quilos de maconha, aproximadamente setecentos gramas de crack e em torno de trezentos gramas de cocaína. Também foram recolhidos balança de precisão, aparelhos celulares, rádio de comunicação e outros materiais associados ao tráfico de drogas.
Os veículos utilizados na fuga, um carro de passeio modelo sedã e uma motocicleta, foram localizados e apreendidos. Segundo a polícia, um dos presos havia deixado o sistema prisional no ano passado, onde cumpria pena por crimes como homicídio, tentativa de homicídio e tráfico de drogas.
As investigações indicam ainda que os dois detidos são suspeitos de envolvimento em um homicídio registrado no município de Tocantinópolis, no Tocantins, em agosto do ano passado. O caso segue sob apuração para esclarecer a motivação do ataque e a possível ligação com outros crimes ocorridos na região.
